ESTE BLOG reúne textos sobre os fundamentos filosóficos de Psicopatologia, Psicologia, e Psiquiatria. As artes têm aqui forçosamente extrema relevância. QUESTO BLOG raccoglie dei testi sui fondamenti filosofici della psicopatologia, della psicologia e della psichiatria. Pertanto, le arti trovano qui il loro posto. THIS BLOG collects texts on the philosophical foundations of Psychopathology, Psychology, and Psychiatry. Thence arts own here their place.
IDIOMAS, IDIOMS, LINGUE
di google). Sebbene possono non essere trovati nelle pagine iniziali, appariranno se ve le cercate.
August 12, 2026
August 11, 2026
ALEPH: Especulação Arqueo-Antropológica.
Apresentamos aqui, através de um conto em estilo mítico, uma forma alternativa
de também especular, à nossa maneira, sobre as raízes mais profundas do nosso
funcionamento mental
ALEF
Formavam uma horda errante:
ele, então único macho, cercado por inúmeras fêmeas a deliciar-se em orgias intermináveis.
Deslocavam-se, dia após dia, acompanhando o fluxo da caudalosa corrente. Até que numa manhã fria se surpreenderam ao avistar o mar de altas e salgadas ondas. A partir dali,
sempre a se amar e a procriar, a orla marítima é que lhes dava a direção. Alef não quis seguir pra onde o sol morria todo fim de tarde, preferiu o rumo daquela terra que paria o novo sol todas as manhãs.
Em certo amanhecer muito quente de verão, ao dar-se conta subitamente de que
mulheres mais velhas já não despertavam seu desejo, Alef as abandonou. Estas,
porém, ainda que separadas do grupo que permanecia junto dele, passaram a
seguir suas pegadas na areia. Assim, poderiam ainda observá-lo, mesmo que só à distância, pra alimentar seus sonhos e devaneios com os olhar de Alef.
Sedento de vida, ansiando por todos os tipos de êxtase e maravilhas, ele continuava a buscar por novos corpos quentes, fortes, lindos e
ávidos.
Tanto pelos que o tinham a seu
lado, que ainda podiam oferecer-se a sua luxúria infinita, quanto pelo grupo
rejeitado, aquela horda de errantes crescia.
Alef trocava, então, cada vez
mais, amantes envelhecidos por jovens adolescentes nascidos de seu grupo. Pouco lhe importava seu gênero, e tanto umas quanto outros deixavam-se por ele seduzir, ao revelar-se parceiros doces, gentis, constantes.
Alef não tinha nome algum, assim como ninguém nem nada entre eles. A única vocalização de todos de sua horda eram os gemidos e gritos das orgias.
Então, veio um certo amanhecer em que avistaram um novo mar, ou lago, extremamente salgado, denso, a ponto de só pedras e rochedos irem ao fundo em suas águas. Parecia não abrigar qualquer peixe. Assim, durante o percurso ao longo daquela nova margem, só pequenos animais do deserto serviam-lhes de alimento, tendo que ser caçados com dificuldade por entre os rochedos. Portanto, foi com muita alegria que, num amanhecer dourado chegaram à foz de um rio, cuja água doce desembocava naquele mar tão salgado. A partir desse dia, tendo fácil acesso a comida, aquela horda nômade pôde parar de perambular tanto, e fixou-se ali por muitas estações. Foi nesse bom tempo e lugar que Alef atingiu a plenitude máxima de sua força e beleza de macho humano. Apaixonava-se por moças assim que via o desejo quente e maduro em seus olhos, e abraçava cheio de ternura os rapazes em que percebia ombros largos o bastante, peitos peludos, coxas musculosas. Esses jovens, gerados nas fêmeas da horda, entregavam-se a ele em êxtase, e o amavam com a fúria dos leões no cio.
Muitos outonos antes, uma das fêmeas mais belas dera à luz um menino, que logo se pareceria muito e cada vez mais com Alef: no rosto, no cabelo, nos olhos, na sede de poder. Assim que o primeiro desejo forte de rapaz lhe brotou, ele e uma linda mulher, que poderia ser a que lhe deu à luz, possuíram-se explosivamente.
Presenciando essa repentina fúria amorosa perto de onde dormia, Alef, foi tomado por selvagem tesão tanto por aquele jovem musculoso, quanto pela sua penetração em uma de suas mais lindas amantes. A seguir, em meio aos rochedos e à margem direita do rio, já perto da foz, aconteceu o encontro numinoso: o rapaz, a primeira mulher que amou, e Aleph. Os três nus, a tocar-se e beijar-se loucamente, as ereções intensíssimas imitavam a dureza das pedras ao redor. Abraçaram-se, entrelaçaram seus corpos e uivaram como lobos por toda a noite mais quente daquele verão.
Por serem dois homens idênticos, eles poderiam ter prosseguido sempre a viver e a amar
lado a lado, compartilhando cada uma daquelas lindas e daqueles lindos amantes.
Quem seria capaz de diferenciar um do outro? E pra quê? Tal teria sido seu
destino de homens fortes, selvagens e ávidos por orgias intermináveis. Seriam
capazes de levar uma só vida de prazeres, a seguir com sua horda para sempre rumo
àquela misteriosa terra de onde nasce o sol.
Entretanto, algo de novo e insuspeitado, veio a interromper o que parecia ser
o fluxo espontâneo natural de suas vidas. Tal fato, diferente de tudo que tinham vivido, deu-se numa daquelas noites de orgia, logo ao final de um intenso e
ruidoso ménage-à-trois. Quem sabe por ter gerado, o rapaz em seu próprio
corpo, a mulher se deu conta de que o desejava com mais tesão do que o que sentia por Alef. Por isso, e pela primeira vez, pôde distingui-los. A seguir, lançando poderoso feitiço contra o mais maduro, deu-lhe um nome: 'Pai'.
Tendo um nome, Pai, não seria mais confundido com o jovem. O
entrelaçamento de suas identidades, que lhes proporcionara tantos momentos de
êxtase, não existia mais. Tentaram, então, a apelar pra suas doces lembranças, repetir o
trio extasiante e uníssono, empregando agora as mesmas carícias, os mesmos beijos, abraços, e toques de mão,
que haviam levado aos momentos de clímax. Houve alegria, júbilo, mas foi
por tudo impossível alcançar aquele mesmo ritmo simultâneo que os levara a
chorar e a gritar juntos. Perplexos, puderam então observar outro feitiço
dela: chamou o gozo tido com Aleph de 'o Passado'.
O outro orgasmo, mais forte, tido com o jovem, chamou de 'o
Futuro'. Àquela sensação de tédio e frustração perturbadores em que os três se
encontravam pouco antes do amanhecer, chamou de 'o Presente'.
A partir de então, como seres
individualizados, com nomes e noções sobre um fluxo unidirecional de tempo, Filho e Pai, odiaram-se. Aleph expulsou violentamente Filho,
fazendo com que se juntasse aos rejeitados. A mulher matriz das palavras o
acompanhou. 'Filho e Mãe', dois nomes que ela acabara de inventar, frustrados e
infelizes, ainda puderam conceber outra dimensão do tempo: a de uma vida que
teria sido possível se o trio de amantes não tivesse sido desfeito, se o seu
amor incendiário ainda pudesse existir como antes. Filho e Mãe nomearam esta
dimensão temporal imaginada, que poderia ter sido, ausente e inatingível, de 'Eternidade'. O orgasmo
explosivo e simultâneo daquele trio, impossível de expressar em palavras,
chamaram de 'Deus'.
Entre os rejeitados, que só sobreviviam por sonhar e devanear com os olhos de
Alef, Filho, fisicamente tão semelhante a ele, logo foi admirado e desejado
por todos. Mãe decidiu ensinar a todo o seu novo grupo a feitiçaria dos nomes e
dos tempos. Visto que o gozo com o Pai era o Passado, sua condição de
rejeitados, o Presente, o orgasmo provável com Filho, o Futuro, e a felicidade que
poderia ter sido — mas nunca se deu — a Eternidade; os rejeitados sentiram-se capazes de se afastar do brilho dos olhos de
Pai. Assim decidiram, numa tarde de outono, quando Filho lhes falou de “Deus”, uma alegria, um clímax orgástico indescritível, impossível até de colocar em palavras suas nuances tão preciosas, com seu ritmo triplo tão sublime e harmonioso. Sim, inútil tentar dizer algo sobre a
intensidade de Deus ou mesmo sobre a veracidade de sua existência. No entanto,
ao tentar transmiti-lo para sua nova horda, Filho criou um conjunto mágico e
requintado de sons e cadências, para espanto, maravilha e fruição de todos.
Assim, ele inventou a Música.
O grupo dos rejeitados, em que apareciam cada vez mais nomes — designando tanto coisas quanto idéias ou sensações — seguiram em direção ao sol poente, trazendo de Alef lembranças daqueles dias de luxúria, tanto quanto a dor de nunca
mais poder ver seus olhos. Nunca, nem mesmo através das infindáveis gerações
subsequentes, foram esquecidos aqueles encontros orgiásticos a três, nem as
palavras que Mãe ali criara: Infinito, Beleza, Passado, Eternidade, Deus.
August 10, 2026
Messalina and The Truth
For millennia, philosophers and scientists have sought truths of universal value. Yet, it is quite curious that there are countless definitions of what this highly coveted "lady" might actually be. Do so many people seek her without truly knowing what truth is? Despite this, everyone seems to agree that truths do exist. And all indications suggest that—at least in this plural sense—no one would dare deny it. Is the idea of truth merely an instrumental concept tool for dealing with the world and constructing theories that are likewise instrumental?
The issue becomes truly complex when two or more alleged
truths clash. What grounds the attribution of truth to a statement regarding
any fact, hypothesis, or theory? And how, from a moral and ethical standpoint,
do we distinguish truth from a lie? Kant arguably made his most egregious error
in this regard by asserting that a human being should never choose to lie—that
doing so is always reprehensible. Yet, it is easy to imagine a situation that
exposes the nonsense of this view: a revolutionary is hiding in your home
during a bloody dictatorship. The political police arrives and ask, "Is
[so-and-so] hiding in this house?" Telling the truth would mean handing
the fugitive over to his likely killers and colluding with the dictators'
illegitimate power—acts that are ethically abhorrent.
This example also makes it clear that power, legitimacy,
ethics, and truth are inextricably intertwined.
Nietzsche dismantled the notion that truth can be pure and
independent of any human perspective. In other words, he ruled out the
existence of any absolute truth, arguing that all truths are subordinate to
interests that are never explicit—often concealed or even unconscious to those
who utter them. The point, then, is not to deny the existence of truths, but to
highlight that they stem from perspectives and entail specific relations of
social and political power. In short, truths are always relative. In everyday
life, we frequently encounter situations—whether familial, social, or political
—involving conflicts between competing "truths." Proponents of a
given opinion argue their case by invoking logic, coherence, ethical or
religious principles, or even scientific theories to substantiate their choice
of what they proclaim to be *the* truth.
It is evident just how significant a part these debates play
in our lives. It is also noteworthy how heavily passions interfere in them,
usually prevailing over the supposedly rational elements of the argument.
The notion of the "arbiter of truth" is surely
well known—that peculiar figure who never listens to what others say,
especially when their own established "truth" (or that of their
group) is called into question. No matter the evidence to the contrary, their
opinion remains fixed—impregnable and immune to any possible refutation.
Typically, they turn up their noses and turn their backs on dissenters. They recall
the proverbial "blind man who refuses to see."
It is disheartening to observe how common this attitude is
among politicians of all stripes.
Yet, it is not only in ideological, political, or religious
matters that individuals who deem themselves the sole owners of truth emerge;
such figures appear frequently among great scientists as well. Freud policed disciples who dared question
his dogmas; Einstein insisted that God should not play dice... All signs point
to this being an inherent weakness of *Homo sapiens*. Is this a cause for
sadness? Or should we embrace *amor fati* and build something greater, acknowledging
this limitation of ours?
No, there is no need to lament human smallness! *Amor fati*.
It is simply what we have: we are human beings—all too human.
I do not know if truth possesses any sort of essence that
remains invariant over time. A few days ago, an analogy occurred to me
involving a certain human archetype—one embodied countless times by historical
figures, yet one that can be found everywhere. The figure of Messalina is
frequently discussed in the history of Rome. She married Emperor Claudius at
the age of fourteen; he was her uncle and was already forty-eight at the time
of their union. There is no neutral source revealing the impact this age gap
had on the nature of their relationship. What is known is that the young woman
never limited her sexual encounters to her husband alone. Nor did he reproach
her for this; one might even imagine he enjoyed the overflow of erotic passion
from his beautiful, young, and fiery wife—passion fueled by the freedom to take
whomever she pleased, whenever she pleased.
Messalina hosted public orgies in Rome's squares; in one
instance, she challenged another beautiful young woman to a contest to see who
could have full sexual intercourse (culminating in orgasm) with the greatest
number of men in a single afternoon. The empress won the contest with
twenty-five solid fucks!
Such is the nature of truth: like Messalina—a woman of
extreme wantonness—it can never be owned,
August 8, 2026
Narciso e o "Narcisismo" Contemporâneo
É comum que estudiosos de psicologia e psicopatologia só tratem superficialmente de Narciso [Eu primordial da fase narcísica de desenvolvimento da libido], e erroneamente lhe atribuem tão-só o traço de negação do outro, dos outros.
Esquecem-se que, antes de negar o que lhe é exterior, Narciso necessariamente afirma a si mesmo!
Mostramos que só dessa afirmação radical de si mesmo por esse Eu primordial pode emergir a dialética que, em contato com o outro, engendra a complexo de Édipo.
Uma abordagem parca do papel desse ‘Narciso’ primordial certamente empobrece a compreensão e a análise do complexo de ‘Édipo’ e de todo o desenvolvimento da personalidade.
Só um leitor muito desatento poderia imaginar que aqui se trata de amenizar a imagem ruim disseminada, e amplamente justificada dos "narcisistas", do mundo contemporâneo. Nada mais descabido! O assim chamado "narcisismo" contemporâneo pouco, quase nada, conserva da afirmação radical da libido narcísica infantil.
Certamente é fenômeno engendrado pelo consumismo insano que aprisiona a sociedade global, e que tanto tem destruído da Natureza à nossa volta! De tanto ser estimuladas a consumir compulsoriamente, as pessoas se voltam a si mesmas, a uma imagem de si, reificada, transformada em coisa, mercadoria, que se dedicam a tentar vender e usufruir auto-eroticamente!
Tarefa premente se impõe aos que se dedicam ao estudo do desenvolvimento da libido e da personalidade: como se dá essa apropriação da libido narcísica pela estrutura de produção capitalista.
August 5, 2026
Messalina e La Verità
Questo esempio chiarisce inoltre come potere, legittimità, etica e verità siano indissolubilmente intrecciati.
Nietzsche ha smantellato l'idea che la verità possa essere pura e indipendente da qualsiasi prospettiva umana. In altre parole, ha escluso l'esistenza di una verità assoluta, sostenendo che tutte le verità sono subordinate a interessi mai del tutto espliciti — spesso celati o addirittura inconsci per chi li enuncia. Il punto, dunque, non è negare l'esistenza delle verità, bensì evidenziare che esse scaturiscono da prospettive e comportano specifiche relazioni di potere sociale e politico. In sintesi, le verità sono sempre relative. Nella vita quotidiana, ci imbattiamo spesso in situazioni — familiari, sociali o politiche — che vedono contrapposte "verità" in competizione. I sostenitori di una determinata opinione argomentano la propria posizione invocando logica, coerenza, principi etici o religiosi, o persino teorie scientifiche, a sostegno della loro scelta che proclamano di essere *la* verità.
È evidente quanto questi dibattiti rivestano un ruolo significativo nelle nostre vite. È inoltre degno di nota quanto le passioni vi interferiscano pesantemente, prevalendo di solito sugli elementi presumibilmente razionali della discussione.
Mi pare sia ben nota la figura di quello, o quella, che si comporta come se avesse il monopolio della verità: quel personaggio singolare che non ascolta mai ciò che dicono gli altri, soprattutto quando la sua "verità" viene messa in discussione. A nulla valgono le prove contrarie: la sua opinione resta immutabile, inespugnabile e immune a qualsiasi possibile confutazione. Tipicamente, storce il naso e volta le spalle ai dissidenti. Ricorda il proverbiale «cieco che si rifiuta di vedere». È sconfortante osservare quanto sia diffuso questo atteggiamento tra i politici di ogni lato.
Eppure, non è solo in ambito ideologico, politico o religioso che emergono individui convinti di detenere l'esclusiva della verità; figure simili si ritrovano spesso anche tra i grandi scienziati. Freud vigilava severamente sui discepoli che avrebbero osavato mettere in dubbio i suoi dogmi; Einstein, si dice, ha resistito alla Fisica Quantica perché non accetò il fatto che Dio potesse giocare a dadi. Tutto lascia pensare che si tratti di una debolezza intrinseca dell'*Homo sapiens*. È motivo di tristezza? O dovremmo accogliere l'*amor fati* No, non c'è da lamentarsi della piccolezza umana! *Amor fati*. È semplicemente ciò che siamo: esseri umani... fin troppo umani.
Non so se la verità possieda un'essenza capace di restare immutata nel tempo. Qualche giorno fa mi è venuta in mente un'analogia che coinvolge un certo archetipo umano: una figura incarnata innumerevoli volte da personaggi storici, ma riscontrabile ovunque. La figura di Messalina ricorre spesso nella storia di Roma. Sposò l'imperatore Claudio a quattordici anni; lui era suo zio e ne aveva già quarantotto al momento dell'unione. Non esistono fonti affidabili che rivelino l'impatto di tale divario di età sulla natura del loro rapporti intimi. Ciò che è noto è che la giovane non limitò mai i suoi rapporti sessuali al marito imperatore. Né lui glielo rimproverava. Si potrebbe persino immaginare che godesse anche lui di quell'eccesso di passione erotica della sua focosa moglie, che di sicuro veniva esacerbata da quella libertà di prendersi chiunque volesse, quando voleva.
Messalina era solita organizzare orge pubbliche nelle piazze di Roma; in un'occasione, sfidò un'altra giovane donna di grande bellezza a una gara per stabilire chi delle due riuscisse ad avere rapporti sessuali completi (culminanti nell'orgasmo) con il maggior numero di uomini in un solo pomeriggio. L'imperatrice vinse la sfida con ben venticinque scopate!
Ecco la natura della verità: è come Messalina — donna di sfrenata lascivia — che non apparterrà mai veramente a nessuno, anche se un potere superiore (come Claudio) venisse dichiarato suo proprietario.
Se senti di essere il "padrone della bella donna" — che una splendida verità ti si sia rivelata direttamente, magari una meravigliosa verità vergine come quella apparsa a Einstein quando scoprì la relatività — allora assapora la tua fortuna, il tuo piacere e il suo. Chissà i vostri piaceri si moltiplicheranno, portando a innumerevoli altri incontri.
"Ma il mattino seguente, non contare fino a venti": stattene alla larga! Messalina muore se provi a rinchiuderla in gabbia! Lasciala "libera di amare, di andare dove vuole, di essere ciò che lei è".
August 3, 2026
Messalina e A Verdade
A questão se complica pra valer é no confronto entre duas ou mais supostas verdades. O que fundamenta uma atribuição de verdade a um enunciado sobre qualquer fato, hipótese ou teoria? E como, do ponto de vista moral e ético, se distingue uma verdade de uma mentira? Kant teria cometido a respeito talvez seu erro mais grosseiro, afirmando que jamais um ser humano deve optar por mentir, isto seria sempre condenável. É fácil, porém, imaginar situação que prova o absurdo disso: numa ditadura sangrenta, um revolucionário se esconde na tua casa. Chega a polícia política e te pergunta: “Fulano está escondido nesta casa?” Dizer a verdade equivale a entregar o fugitivo a seus prováveis assassinos, compactuar o poder ilegítimo dos ditadores, o que é eticamente abominável.
Desse exemplo também fica claro que poder, legitimidade, ética e verdade estão inextricavelmente emaranhados.
Nietzsche pôs abaixo a idéia de que a verdade pode ser pura, e independente de qualquer ponto-de-vista humano. Em outros termos, exclui que exista qualquer verdade absoluta, pois todas as verdades vêm sempre subordinadas a interesses nunca explícitos, tantas vezes escamoteados, ou mesmo inconscientes a quem as profere. Não se trata, pois, de negar a existência de verdades, mas de apontar serem decorrentes de perspectivas, implicando relações determinadas de poder social e político. Em outros termos, verdades são sempre relativas.
Na vida quotidiana é frequente encontrar situações, familiares, sociais ou políticas de conflito entre supostas verdades, em que os defensores de uma opinião argumentam, invocando lógica, coerência, princípios éticos, religiosos, ou mesmo teorias científicas para fundamentar a opção pelo que proclamam ser "A" verdade.
Ora, mas nem só em questões ideológicas, políticas, ou religiosas pipocam seres que se julgam únicos proprietários da verdade, também entre grandes cientistas eles saltam tantas vezes: Freud patrulhava os discípulos que pusessem em dúvida seus dogmas; Einstein queria que Deus não jogasse dados... Tudo indica que essa é uma fraqueza inerente ao Homo sapiens. Isso é triste? Ou devemos invocar o amor fati, e construir algo maior, dada essa nossa limitação?
Não, nada de lamentar a pequenez humana! Amor fati. É o que temos: somos seres humanos, demasiado humanos.
Não sei se a verdade pode ter algum tipo de essência, invariável no tempo. Ocorreu-me, há uns dias, uma analogia com um tipo humano, corporificado inúmeras vezes por personagens históricas, mas sempre encontradiça por toda parte.
Muito falada na História de Roma, a figura de Messalina. Casou-se com o imperador Claudio, aos 14 anos. Ele era seu tio, e contava já 48 anos ao casarem. Não se sabe, de fonte neutra, que impacto teve essa diferença de idade no tipo de relação entre eles. O que se sabe é que a jovem nunca se limitou a ter relações sexuais apenas com seu marido. E este não a censurava por isso, sendo até de se imaginar que usufruísse do transbordamento das paixões eróticas da linda, jovem e fogosa esposa, potencializadas pela liberdade de pegar quem quisesse, e a qualquer hora.
Assim é a verdade: é como Messalina, uma mulher devassa ao extremo: jamais terá dono, mesmo se um poder maior for declarado seu dono (Cláudio). Qualquer um pode curtir uma foda magnífica com a verdade, em qualquer lugar, basta que o acaso e as circunstâncias o favoreçam. Será que alguém sabe a priori pra quem irá o desejo de uma mulher?
"Mas na manhã seguinte, não conte até vinte", te afasta dela! Messalina morre se tu a prenderes! Deixe-a "livre para amar, ir aonde quiser, ser o que ela é."
July 31, 2026
Uma abordagem Monista ao Problema Corpo-Mente (Repostando texto da primavera de 2016)
De nosso pressuposto básico (o monismo) a cada "evento mental", certamente inclusive a função simbólica, decorre necessariamente a existência de um "evento neurobiológico" com o qual mantém correspondência aparentemente unívoca. Pouco importa se a comprovação e a possibilidade de descrever precisamente essa correlação venha a revelar-se uma tarefa ainda mais complexa do que somos agora capazes de imaginar.
Assim, não há razão para persistirmos a falar de uma divisão corpo-mente subsistente por si mesma, ontologicamente posta, independente da existência de um sujeito observador. A divisão percebida e concebida necessariamente emerge como condição a priori a qualquer tentativa de capturar fenômenos humanos como objetos de estudo.
É a dupla porta de entrada disponível para qualquer tentativa de conhecer indivíduos de nossa própria espécie que impõe a emergência inevitável de dois campos científicos a respeito de um objeto mono-substancial em essência.
A imposição a priori de tal porta de entrada dupla pode ser percebida claramente, ao levarmos em conta o fato de que todos os dados empíricos sobre os seres humanos são captados, em última análise, de uma dessas duas fontes:
1) seja do corpo como um objeto concreto, seja
2) da mente como um constructo objetivado derivado da comunicação verbal (palavras) ou não verbal (gestos, caretas).
Devemos advertir eventuais leitores para que não se apressem e não concluam erroneamente que aqui defendemos o "organicismo" como a melhor abordagem para as ciências humanas, sejam da mente ou não ! Tampouco que optamos por defender o psicologismo, ou algo como um sociologismo. Estas considerações metodológicas destinam-se antes a chamar a atenção para o fato inegável de que a enorme complexidade do problema mente-corpo vai muito além de qualquer teoria reducionista.
Impõe-se ficar alerta aos perigos inerentes a todos os reducionismos, pois falsamente afirmam a validade de supostos conhecimentos "científicos" sobre nossos cérebros e mentes, que se mostram logo dados parciais, inadequados ou mesmo nitidamente errôneos. Nossos cérebros, nossas mentes são órgãos sagrados, matriz profunda de nossa existência e liberdade.
July 28, 2026
Sereias, Ulisses e a Percepção do Tempo
A dor que vem com o retorno da percepção corriqueira do tempo, que se impõe, e nos fazer voltar pra trás das máscaras.
Álvaro de Campos e a Solidão.
Não sei. Falta-me um sentido, um tacto
Para a vida, para o amor, para a glória...
Para que serve qualquer história,
Ou qualquer facto?
Estou só, só como ninguém ainda esteve,
Oco dentro de mim, sem depois nem antes.
Parece que passam sem ver-me os instantes,
Mas passam sem que seu passo seja leve.
Começo a ler, mas cansa-me o que ainda não li.
Quero pensar, mas dói-me o que irei concluir.
O sonho pesa-me antes de o ter. Sentir
É tudo alguma coisa como qualquer coisa que já vi.
Não ser nada, ser um figura de romance,
Sem vida, sem morte material, uma idéia,
Qualquer coisa que nada tornasse útil ou feia,
Uma sombra num chão irreal, um sonho num transe.
Esse poema foi meu primeiro contato com o maior de todos os poetas, Fernando Pessoa, na voz da atriz Dina Sfat que, atuando em telenovela na TV Globo [Os Ossos do Barão], contemplava as areias de uma praia deserta. Jamais esqueci essa cena!
Usei-o como epígrafe do romance A Última Coruja.
July 25, 2026
Sobrenatural ou Desconhecido? [Repostando artigo de 2011]
- Resenha de "PODERES PARANORMAIS", de Diane H Powell (neuropsiquiatra pela John Hopkins School of Medicine, com formação complementar no Queen Square and The Institute of Psychiatry, de Londres,bem como na Harvard Medical School)
Pontos principais desse instigante trabalho de uma grande neuropsiquiatra:
Dr Diane Powell não pretende provar a realidade dos fenômenos ditos extra-sensoriais, mas sim conjecturar racionalmente(isentando-se de quaisquer juízos prévios que interfiram com seu pensamento) em torno da possibilidade de os eventos paranormais serem explicáveis por funções naturais, ou seja, nada terem de sobrenatural ou de não-humano. Para tanto, cita e descreve grande número de fatos tidos como manifestação de paranormalidade, não diretamente observados por ela, mas registrados por fontes de confiança, como universidades, agências de segurança do governo federal norte-americano, cientistas de reputação acima de suspeita ( Jung, Einstein, e alguns outros).
Constrói algumas especulações tateando os atuais limites das neurociências, da Mecânica Quântica, da Física Einsteiniana.
Dentro desse contexto emerge ponto nuclear de onde se irradiam suas conjecturas explicativas desses fenômenos enigmáticos: o CARÁTER ILUSÓRIO DE TEMPO E ESPAÇO, tão presente nos estudos de física contemporânea. E, desde Kant com a Crítica da Razão Pura (1782), tão bem postos em termos filosóficos.
Como se sabe, se questionamos a realidade do tempo, a noção de causalidade também está posta em cheque (mate?), como bem observou Jung. Pois só no tempo podem existir sequências causais.
Dando grande prova de brilhantismo científico, esta eminente cientista não nega que pessoas com transtornos neuropsiquiátricos tenham mais fenômenos paranormais do que a população "normal". Todavia, discorda frontalmente daqueles que alegam que isso possa por si só negar qualquer validade às eventuais ocorrências paranormais relatadas por tais pessoas. Drª Powell tece a conjectura de que uma eventual lesão neuronal pudesse ser facilitadora de certas faculdades paranormais, potencialmente comuns a todos os seres humanos, mas que teriam sido inibidas por questões adaptativas, ao longo da evolução de nossa espécie.
Ocorreu a mim, este resenhista, uma imagem para tentar compreender a ilusão humana do tempo: o Universo/Multiverso talvez fosse como um livro, em que um romance completo está impresso. Dada nossa condição humana, todavia, somos capazes de ler apenas numa única ordem: da primeira à última página, do começo ao fim! A Dra Diane Powell talvez gostasse dessa imagem, pois me parece dizer mais ou menos o mesmo com outras palavras neste livro. Assim, os paranormais seriam pessoas, que, por razões desconhecidas, têm acesso eventual a trechos não usualmente percebidos do espaço-tempo.
#Ozempic, #Mounjaro prophesied by #Nietzsche?
"The desert grows: woe to him who conceals deserts!" FN., in *Thus Spoke Zarathustra*
This aphorism encapsulates Nietzsche’s thought regarding the advance of nihilism in the contemporary world. The metaphor points to the growing loss of meaning in human life, manifested as the devaluation of the most sublime values.
Desertification symbolizes the inexorable progression of the "will to nothingness"—of the void.
The "Last Man," of whom Zarathustra speaks, avoids anything that might cause him suffering.
The explosion in the consumption of Ozempic, Mounjaro, and similar drugs highlights the need to suppress yet another desire that brings us both delights and suffering: appetite—gluttony.
It is the advance of the "will to nothingness," expanding the landscape of the ever-growing desert—the growing desert denounced by Nietzsche.The victory of nihilism over the fullness of a desiring life.
July 24, 2026
35800 Acessos a Este Blog, de 01 agosto 2025 a 23 julho de 2026
Já o número total de leitores, desde que foi criado, é 150.714.
July 18, 2026
Los Kelpers, Las Malvinas, y Gardel
"La noche que me quieras,
desde el azul del cielo,
Las estrellas celosas
Nos mirarán pasar "
Gardel y Le Pera
Sucedió en una de esas noches muy frías de marzo, cuando nosotros podemos sentir en la piel que el sol de verano deja nuestra pequeña Stanley y toda la Patagonia. ¿Quién hubiera pensado que tal evento raro llegara alguna vez a suceder a nosotros, justo hacia nosotros, gente que vive en una comunidad pequeña y tranquila del extremo sur de la Tierra? En la nuestra aldea plácida y tán trabajadora? Y que eso golpeara directamente a nosotras, las mujeres Kelper*, que siempre supieramos preservar, si no nuestra entera castidad, al menos nuestra dignidad inquebrantable.
Yo, casada con Carlos Ramón hacía cinco años, aún no había recibido el don divino de concebir un bebé. El doctor Caballero, sin embargo, nos había asegurado que todo estaba bien con nuestros cuerpos, y nos recomendaba dar "tiempo al tiempo", es decir, chance a la evolución espontánea de las más grandes maravillas de la vida. "Ustedes no deben preocuparse mucho al respecto", dijo. Y había dicho que la ansiedad sólo hace más difícil la concepción espontánea de un nuevo ser. Donde yo pudo concluir que debíamos preocuparnos ahora con no preocuparnos tanto... Pero no tuvo ganas de decir a Ramón acerca de esta conclusión tán evidente. Él aparentó no haberse dado cuenta del nonsense.
En cuanto a mí, ya me había resignado y ya no contaba ansiosamente los días que pasaban. Sin embargo, mi pobre Ramón sufría todavia mucho porque a cada mes tomaba notas en su agenda acerca del momento de principio, además de la cantidad aproximada y la intensidad del olor de mi flujo menstrual. Escribía la fecha y la hora exacta de la primera y la última gota de mi sangre, para poder estimar el exacto instante en que mi ovulación fuera más probable.
Incluso tengo que confesar que llegaron mismo los días en que pasamos a considerar como una obligación que yo, María de la Concepción, alcanzara los orgasmos más intensos, una vez que, de lo contrario, mi útero no tragaría los espermatozoides con fuerza máxima (de acuerdo con las lecturas científicas obsesivas de mi marido). Sí, la consecuencia inevitable de esto fué que, tan a menudo, tuve que fingir muy fuertes intensidades de placer para no hacer daño a él, aunque en ocasiones mis gritos y gemidos eran, y siguen siendo, sinceros y explosivamente ruidosos, al punto de que toda nuestra pequeña Port Stanley los oiga. Pero no estaba en la fuerza de mis placeres la verdadera causa de nuestra infertilidad, hoy estoy muy segura de eso. Pronto se podrá saber como lo he descubierto.
Por todo eso ha sido un gran sorpresa para mi, cuando el 22 de marzo mientras dormía profundamente por la madrugada, yo sentí aquél toque tan suave y tan firme, tan caliente y enloquecedor en el punto más sensible de puspussy. Esta última palabra es la que usa Ramón para llamar mis genitales muy cariñosamente desde la primera noche de nuestra luna de miel. En esa vez, sorpresa, al principio pensé que Ramón hubiera, enfín, mandado al infierno a su apretada agenda, con su reloj estúpido, porque yo estába en el séptimo día del ciclo menstrual, el que por primera y rara vez me embarazé.
Me he dejado ser conducida sin abrir mis ojos, pues era siempre asì que yo podía llegar con facilidad a los más intensos goces, y por lo tanto no tenía que fingir como una mera actriz porno. No, por favor que no se concluya que yo siempre fantaseaba estar con cualquier otro hombre. La mayor parte de las veces en que hacíamos el amor yo prefería no mirar a la cara de mi marido, a fin de no encarar otra y otra vez su enorme angustia por no tener niños.
Así, después de la muy inesperada penetración, y sin nada querer ver todavía, me relajé entera y extendí mis muslos para ambos los lados. Fué entonces cuando me di cuenta de un cambio significativo de actitude en mi patner, porque no puse sus manos en puspussy.
Él no repetía las mismas caricias mecánicas sobre las cuales había leído en unos manuales de medicina sexual, y que a pesar de esto origen académico, habían mostrado a menudo sus mejores resultados para mi placer.
No, no se puede subestimar Ramón y sus habilidades en el lecho conyugal, pero esta vez las cosas eran mucho más sublimes, desde el primer contacto, tan súbito y sorprendente, hasta los movimientos rítmicos de aquella suavidad rígida de una polla tan caliente y gruesa, para joderme con ese toque impar de plumas escalofriantes. Sólo entonces yo he perdido por primera vez en toda mi vida, completa y totalmente despierta, la conciencia de mí misma, me he confundido con el mundo y con las cosas, y empezé a aullar como un lobo, rugiendo como un león, y llorando como un bebé. Y he rugido tan intensamente como nadie se pudiera dar cuenta de que una mujer fuera capaz de aullar en el acto de amor. De hecho, en ese momento, yo no podía siquiera producirme cualquier otra idea, excepto la de tomar por un paraíso de ensueño aquella rara sensación de plumas suaves frotando en mis genitales. Yo no quería tener ninguna prisa para abrir mis ojos, a pesar de que ya era firme mi sospecha de que no estaba con Ramón, sino con alguna persona desconocida, tal vez algún náufrago perdido y con mucha sed.
He gemído de placer durante unos veinte minutos sin parar. Ramón me corrige, diciendo que grité durante exactamente 49 minutos. Pero no puedo creerlo, porque eso sería demasiado tiempo. Bueno, pero me digan lo que importa esa tonta cuantificación del Paraíso?
Abrí mis ojos, y no había sido otro hombre que me penetró de modo tan inesperado como maravilloso. Ni había venido de Carlos Ramón el sobre-abundante semen que finalmente ha sido capaz de hacer una madre. Mi marido se hubiera despertado con mis aullidos de placer, y se había quedado allí para contemplarnos a mi, loca de deseos, a darme por entero (y no sólo pusspussy), ofreciendo todo mi ser al hermoso, deportivo, elegante y caliente pingüino.
Sí, era uno de los nuestros pingüinos tan conocidos, que abundan en la vicina bahía Blanco, que había venido a mí esa noche. La presencia de Ramón a mi lado no lo detuvo, y cuando tuvimos ambos ya acabado y disfrutado al unísono, yo, mi pingüino y mi marido nos encarabamos con cierta vergüenza.
Estábamos los tres a mirar, perplejos, para aquél esperma tan voluminoso. Difícil dar cifras, pero llenaba al menos siete calabazas de la yerba de los más grandes, sin exagerar! Tuve una extraña sensación de plenitud en mi bajo vientre, y se prolongaba el goteo incesante de ese líquido espeso sobre mis muslos, consumiendo un montón de toallas que Ramón trajo para tratar de absorber su exceso. Y el preciado líquido desprendía un fuerte olor a jazmín. Fuerte fragancia de jazmín salía del semen fresco de mi pingüino. Sí, él olía tan dulce como el jazmín en las noches de verano de Buenos Aires.
Nosotras, las mujeres Kelper, no sabíamos que el semen de un pingüino huele a jazmín. Todas hemos sentido su fragancia en aquella madrugada de otoño. No sólo casadas, viudas, divorciadas o prostitutas pero incluso doncellas han podido sentirla. Todas, sin excepción, se embarazaran de pronto.
Ramón de repente parecía muy feliz, habiéndola pasó por su cabeza que el bebé podría ser el anhelado hijo suyo. No era, y luego nos enteramos de su naturaleza tan rara y peculiar. Mi vientre creció demasiado rápido. Me preguntaba por qué. Y apenas dos semanas después de haber imaginado las calabazas de yerba para cuantificar el volumen del líquido perfumado a jazmín, mientras todavía me corría por los muslos, ya me parecía tratarse de un embarazo humano de cuatro meses. Y el 28 de abril, por la madrugada, una rara transformación de fuerte impacto nos golpeó. Me sentí un calambre uterino único y fuerte, y mi intuición me dijo, correctamente, que cientos y cientos de mujeres lo han sentído igual en ese mismo momento. Cada una de nosotras ha puesto entonces su propio huevo.
Todas las recién madres nos encargamos de los huevos que acabábamos de poner en el mundo como a hijos amadisimos. Se sabía, pero también lo experimentamos como la imposición de un intenso y auténtico deseo viceral, que teníamos que mantenerlos calientes y sin interrupción, como cualquier madre pájaro lo hace, y, por lo tanto, lo único que nos importaba en ese otoño, uno de los más fríos de la historia de las Islas Malvinas.
Lo puse en mi propio lecho, donde incluso llegué a desear que nunca más yo pudiera salir. Encendí la calefacción central a lo más fuerte, pero aún temía que no fuera suficiente para garantizarle el derecho a la vida.
En cuanto a mi marido, cortésmente ha continuado a ayudarnos. Pero no piensen mal de él, porque entonces no parecía guardar sino una pizca de esperanza de que dentro de esa cáscara podría estar su "pequeño Ramoncito." Él nos trajo todas las mantas de nuestro hogar, y le pedi que encendiera el fuego de nuestra chimenea, al igual que de costumbre en los inviernos de mi infancia.
No me he apartado lejos de mi hijo-huevo ni por un segundo durante esos dos meses terriblemente helados. Yo he puesto la cascara en contacto con el calor de mi cuerpo y con muchas mantas lo cubri. Dormíamos muy juntos, yo lo abrazaba y rodeaba su relieve eliptico con cuidado entre mis muslos.
Las largas noches de la Patagonia siempre tienen sus celebraciones festivas, pero en el bazar de San Juan, el 23 de junio, todos nosotras, las mujeres de Puerto Stanley, hemos permanecido dentro de nuestros hogares, a la espera del momento final de aquél tan misterioso embarazo y que iba traer a luz a lo que fuera que iba a salir de esos hermosos objetos elípticos, rompendo sus conchas blancas.
Las horas siguientes han sido muy tristes para todos, hombres y mujeres de nuestro pequeño y remoto pueblo de isleños, por lo aíslan del mundo exterior. No sé cómo hemos podido sobrevivir a ellas. Cada huevo que se rompía, una madre empezaba a gritar y llorar, pidiendo a su hijo, pingüino recién nacido, que no se fuera hacia el mar.
Nuestros niños no han oído a nuestros llamamientos y quizás incluso sin siquiera reconocernos como sus madres, de quienes desvíavan sus ojos. Tampoco han percibido la presencia de sus padrastros humanos allí junto a los restos de sus propios huevos. Ellos nadaron lejos, a los cientos, hacia la inmensidad del Océano Atlántico. Cientos de pingüinos baby , que no tenían ninguna aparencia humana, pero que nosotros, los kelpers, amabamos aún más tal vez que si lo tenían.
**Kelper es un apodo dado por los argentinos a los habitantes de las Islas Malvinas o Falklands. Ha sido debidamente asimilado por la población de origen británico. Deriva del nombre de un alga, the kelp, que es muy común en las aguas vecinas del Atlántico Sur.
El relato arriba es parte de la novela (e-book) que ha sido publicado por amazon.com en inglés, portugués, e italiano disponible para download al clicar abajo:
The Last Owl, a novel English
A Última Coruja Português
July 17, 2026
The Growing Desert: Ozempic, Mounjaro, and the likes
"The desert grows: woe to him who conceals deserts!" FN, Thus Spoke Zarathustra
This aphorism encapsulates Nietzsche’s thought regarding the advance of nihilism in the contemporary world. The metaphor points to the growing loss of meaning in human life, manifested as the devaluation of the most sublime values. Desertification here symbolizes the inexorable progression of the "will to nothingness"—of the void. The "Last Man," of whom Zarathustra speaks, avoids anything that might cause him suffering.
The explosion in the consumption of Ozempic, Mounjaro, and similar drugs highlights a need to suppress yet another desire that brings us both delights and suffering: appetite—gluttony. It signals the advance of the "will to nothingness," expanding the landscape of the ever-growing desert—the growing desert denounced by Nietzsche, and homeland to the last man. The victory of nihilism over the fullness of a desiring life.
July 16, 2026
Niente di Nuovo Sotto il Sole
Qualche ipotesi sul motivo per cui il tasso di divorzi sembra molto più basso tra gli ebrei rispetto a quello prevalente in altri gruppi religiosi?
Questo consiglio risale a circa 3.000 anni fa, ai tempi del regno di Salomone (Shlomo), a quei tempi dolci e ardenti in cui la regina di Saba era la moglie preferita nell'harem del re, non solo per il suo culone meraviglioso oppure la sua figa caldissima, che nel bel mezzo delle sue gambe sembrava l'enorme massiccio della Majella abruzzese, ma anzi perché era anche la migliore capofila nel promuovere vivacissimi Bunga-Bunga (più selvaggi di quelli famosi di Berlusconi).
In una mattina di Shabbat, alla vigilia del suo ciclo mestruale, la Regina non aveva dormito bene. Le lampade del castello erano rimaste senza olio, spingendo i servitori a tentare invano di riempirle nel cuore della notte, facendo dei rumori abbastanza disturbanti, al meno dal punto di vista della sensibilissima preferita dal re.
Salomone, svegliatosi in tutta fretta poco dopo l'alba, non riuscì nemmeno a trovare il suo caffè, cosa prolungò la sua consueta confusione mentale da nottambulo. Cercò la teiera sul comodino, ma non c'era, e neanche la regina aveva ricevuto la sua.
Subito, Sheba, in cattivo umore, gridò:
--"Schlomo, che cazzo di re sei?! Scendi e mettila fine a questa pigrizia tipica dei tuoi servi ebrei, licenzia subito tutti dalla dispensa, visto che non sono abbastanza bravi nemmeno da portarci una semplice tazza di caffè!"
Irritato dalla voce spessa e prepotente dell'etiope, il re annebbiato rispose:
--"Perché non vai tu, grande capone?! Tira fuori dal letto questo bel culo arrapato e prova, al meno una volta, che sei brava a fare qualcosa nella vita, oltre a scopare così tanto, e così bene...!
Seguirono imprecazioni, sempre più forti e gravi, del tipo: "Il tuo mohel era cieco e ti ha tagliato troppo"; oppure "Sappi che la tua fica una volta era molto più stretta, e non molto tempo fa!". Ormai, entrambi parlavano con imprecazioni sempre più basse.
--"Shlomo e Sheba, 'basta'!!! [lo stesso 'BASTA!' di Estelle Costanza della sitcom 'Seinfeld' quando ordina al marito: "Frank, that's enough!"]
"Cancellate per sempre ogni ricordo di queste urla rabbiose e tornate a fare l'amore SUBITO! Solo non vi proibisco le urla divine, gli ululati, i gemiti e i ruggiti di piacere carnale di cui tutti noi in questo palazzo siamo così abituati a deliziarci!"
Il Re e la Regina accettarono subito e volentieri quelle sagge e divine parole del sommo sacerdote, facendo l'amore così selvaggiamente proprio lì, davanti al Kohen, chi potè guardare TUTTO con grande gioia, eccitazione e pace!
July 14, 2026
Narciso e O Outro
O 'narcisista' a que se referem as descrições clínicas de transtornos de caráter, é apenas um desvio grotesco dessa fundamental pulsão de vida.
Ao nascer, cada 'Narciso' logo se depara com a existência de outros seres humanos, que, como logo percebe, também são 'Narcisos'. E é no olhar do 'Outro' que o recém-chegado 'Narciso' encontra sua DANAÇÃO incontornável, o fim de seu gozo por si próprio, que soube extrair de sua própria imagem. É a efetiva expulsão humana do Paraíso.
No gozo autocontemplativo, 'Narciso' atingia a afirmação plena de si, enquanto a totalidade do existente único que julgava ser, dado que nada de externo lhe dizia respeito.
A imagem do 'Outro', então, imiscui-se e lhe rouba o protagonismo que busca ser o absoluto na cena do mundo.
Todo 'outro' com que se depara está, entretanto, nessa mesma busca ávida do orgasmo autocontemplativo de si, que prefere tomar por eterno.
Toda identidade pessoal, todo Eu/Ego que se mostra ao conviver na cena humana do mundo não pode ser senão máscara, armadura de combatente para uso na guerra dos Narcisos, nessa grande tartufferie que é sempre a convivência social.
Ninguém usa uma única máscara, nem cem, nem cem mil; seu número tende ao infinito, pois que se exibem a infinitos olhares e/ou infinitas perspectivas distribuídos pelos infinitos instantes fugazes da existência humana.
July 12, 2026
NOTA sobre Narciso e os Narcisismos
Não se deve confundir a fase narcísica de desenvolvimento do bebê, tão bem descrita por Freud, com os transtornos psicopatológicos rotulados de "narcisismo"!
A libido narcísica que se manifesta na primeira infância é universal a nossa espécie, nuclear no desenvolvimento do Self. Depois disso, o desejo se dirige à figura materna, sendo, portanto, um precursor da fase edípica.
Na 'Genealogia do Real', sempre que mencionamos Narciso, falamos ou da figura mítica da Grécia Antiga, ou dessa fase do desenvolvimento infantil, e nunca das patologias ditas "narcísicas". Não está no nosso escopo traçar os caminhos, ou descaminhos tomados pela pulsão narcísica originária ao longo do desenvolvimento mental. Tampouco cabe comentar aqui da possível inadequação de assim nomear essas patologias.
Por outro lado,justifica-se uma investigação acerca de como esse culto "consumista" do próprio corpo, tão enfronhado nas estruturas culturais e socio-econômicas do mundo contemporâneo, se vale do que resultou do desdobramento das fases de desenvolvimento da libido e da personalidade. Como sabempos, apenas a primeira dessas fases mereceu o nome da narcísica.
Tal investigação está fora de nosso escopo, aqui.





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