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IDIOMAS, IDIOMS, LINGUE

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November 4, 2026

Time, Guilt Attributions

 An accurate perception of time's passage must be an a priori condition to catch empirical causal  bonds. As a consequence it must also lie on the roots of all guilt attribution, and a fortiori a consequence of all assumption of own guilt.

So, we dare conjucture that whoever has a faulty preception of time's speed might find it difficult to catch and/or understand causal connections and therefore also any guilt attributions.



Tempo e Desejo


Esta ilusão em que estamos todos irremediavelmente imersos, e a que damos o nome de TEMPO, não é mais que um meio de cultura (como uma placa de Petri) em que desejo, frustração e gozo ondulam nossas vidas.

Orgasmo é Eternidade,dissolução do Eu no infinito, fusão com o Absoluto.
          

November 2, 2026

A Laguna de Itanhaém

 


As águas desta laguna

Imitam as marés de meu desejo.

Ora calmas, ora inquietas,

Ora violentas, em fúrias transbordantes,

A pôr abaixo margens e limites,

Como paixão cega a vir de não sei onde

Pra queimar-me como fogo

Sem ter um porquê

[A quê servem porquês,

Se amantes jamais os pedem?!]

Na maré alta salgam-me o corpo, 

Como toque de mulher

Bem aqui onde mais gosto.

Depois me adoçam,

E o rio vence o mar

A penetrar fundo o oceano

Nos momentos de gemer de amor.

Ciclones cruéis, ressacas fortes

Roubam areia da praia de meus amores,

Mas só da laguna me olham os peixes

Que eu sempre quis pescar.

October 16, 2026

O Marco Histórico Inovador desta Eleição de Presidente


Que estoanteante surpresa! Nosso sistema eleitoral mostrou ser da mais alta importância no contexto internacional!
Sim, fato inaudito na história das nações, dia 25/10, os brasileiros poderão escolher entre o senhor Lula da Silva e, quem diria, o próprio presidente dos Estados Unidos da América, Mr Donald Trump.

SENSACIONAL VERGONHA!

Ode ao Amor Que Já Acabou, Morreu


Um grande amor, mesmo morto e acabado,
Por ser amor, jamais morre!
Prefere o eterno paradoxo,
Dado nunca aceitar rédeas da lógica,
A quem ignora por a nada obedecer.
Desprezando razão e cálculos,
A gargalhar alto proclama:
"Racional é a Física, coitada,
Amante fiel da gélida Matemática".
Mesmo o ódio, se brota no coração de quem amou,
Não se confunde com o morto amor.
Tampouco vira fantasma ou espírito errante ressentido.
Nada disso!
Já sem vida como uma pedra,
Prossegue o amor ao longo da eternidade,
Ainda que nada dele reste.
Humanos, somos seres por tudo ilusórios,
Pelo que sentimos, pelo que imaginamos ser,
Por nossa visão de mundo e do universo,
[Ou dos mundos e do multiverso,
Como reza hoje a metafísica dos físicos].
Todo tipo de saber não passa de pretensioso devaneio!
Será que ao morrer só se retira o amor desta placa de Petri,
Deste divino truque ilusionista, chamado espaço-tempo,
Mero palco onde nos toca encenar e nutrir o roteiro pré-pronto da vida?
Seria quântico o amor?
Migrando pra Universo paralelo ao morrer?
Ou ficará como aquele pobre zumbi, o gato de Schrödinger?
Será que emaranha nossos corações feito aquelas partículas
Que, se um dia formaram pares,
Interagem sempre como se o espaço não existisse,
Mesmo quando separadas por muitos anos-luz?
Einstein julgava o emaranhamento quântico,
Uma hipótese sem pé nem cabeça!
Com nenhuma modéstia, digo:
Faltou-lhe conceber os elétrons como se fossem corações amantes!
Quem ama sabe bem da confusão entre o ser profundo e o não-estar.
Pra Nietzsche, todos os amores mortos retornarão,
A nós só restando revivê-los em repetição idêntica,
Ainda infinitas vezes pela Eternidade,
Pois tudo na vida volta a acontecer,
Ciclicamente desde o infinito passado.
Deus permita que isso não passe de piada do bigodudo.
Odeio meus ex-amores,
Que me odeiam de modo simétrico?

October 14, 2026

Il Tempo Riguarda Soltanto Noi Stessi

Tocca al mondo esterno imporre una durata all'orgasmo, costringendoci a interrompere il contatto con l'esperienza atemporale della *jouissance* — l'unico contatto umano con l'Eternità. La percezione del presente riprende il sopravvento, riportandoci alle maschere del «Sé» e reinserendoci nel ciclo di desiderio, frustrazione, angoscia, odio e guerra.

Il «Sé» e il presente fungono da palcoscenico per lo scontro tra la Volontà di potenza (Nietzsche) e il mondo esterno. Ne scaturiscono frustrazione, angoscia, lotta e un’intensificazione del desiderio: la ricerca di un altro con cui intraprendere nuovamente il cammino verso quell’«Eternità» sperimentata nell’orgasmo. Si dipanano anche sequenze parallele — frustrazione, odio, lotta, sconfitta e morte o asservimento — con infinite sfumature tra successo e fallimento.

È allora che emerge la dialettica hegeliana tra servo e padrone.

October 13, 2026

Time, Power and Juissancce

 

It is up to the external world to impose a duration upon orgasm, compelling us to stop contact with the timeless experience of *jouissance* — the only human contact with Eternity. The feeling of the present resumes, bringing a return to the masks of the ‘Self’ and a re-engagement with the cycle of desire, frustration, anguish, hatred, and war. 

The 'Self' and the present serve as the stage for the clash between the Will to Power (Nietzsche) and the external world. There follow frustration, anguish, struggle, and the intensification of desire—a quest for another with whom we might once again set out in search of the "Eternity" experienced in orgasm. Parallel sequences also unfold—frustration, hatred, struggle, defeat, and death or enslavement—with infinite nuances lying between success and failure.

Then Hegel's dialectic of Master and Slave sprouts up.