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October 6, 2026

Os Momentos Felizes e a Vida Quotidiana.

Os momentos de grande felicidade recebemos diretamente das mãos de Deus.

Em seguida, nos vem o Diabo a convencer a reconstruir aqueles mesmos momentos com nossas próprias mãos. Estas, porém, só são capazes de tecer essa enorme teia de simulacros que chamamos de 'vida quotidiana'.

Narciso e O Outro

"Narciso" habita camada primordial e profund da mente humana, pilar mestre a partir do qual se estrutura nosso "Eu" (Ego), nossa personalidade. É força vital que perdura enquanto vivermos, pois o amar a si mesmo se confunde com a própria vontade de viver.
O 'narcisista' a que se referem as descrições clínicas de transtornos de caráter, é apenas um desvio grotesco dessa fundamental pulsão de vida.
Ao nascer, cada 'Narciso' logo se depara com a existência de outros seres humanos, que, como logo percebe, também são 'Narcisos'. E é no olhar do 'Outro' que o recém-chegado 'Narciso' encontra sua DANAÇÃO incontornável, o fim de seu gozo por si próprio, que soube extrair de sua própria imagem. É a efetiva expulsão humana do Paraíso.
No gozo autocontemplativo, 'Narciso' atingia a afirmação plena de si, enquanto a totalidade do existente único que julgava ser, dado que nada de externo lhe dizia respeito.
A imagem do 'Outro', então, imiscui-se e lhe rouba o protagonismo que busca ser o absoluto na cena do mundo.
Todo 'outro' com que se depara está, entretanto, nessa mesma busca ávida do orgasmo autocontemplativo de si, que prefere tomar por eterno.
Toda identidade pessoal, todo Eu/Ego que se mostra ao conviver na cena humana do mundo não pode ser senão máscara, armadura de combatente para uso na guerra dos Narcisos, nessa grande tartufferie que é sempre a convivência social.
Ninguém usa uma única máscara, nem cem, nem cem mil; seu número tende ao infinito, pois que se exibem a infinitos olhares e/ou infinitas perspectivas distribuídos pelos infinitos instantes fugazes da existência humana.

Darwinismo versus Criacionismo: Querela Vazia!


A má utilização da metafísica pode ser quase tão perniciosa como o mau uso de qualquer tese empiricamente embasada.
Nestas breves ponderações, tento focar-me num exemplo bem claro, que, partindo de conceitos filosóficos apropriados [da Estética Transcendental de Kant], devidamente aplicados uma querela desprovida de sentido (mas, infelizmente, tantas vezes citada e explorada pela mídia popular), expõe essa tal controvérsia ao ridículo.
Falo do questionamento prolixo, feito com extenso e acalorado palavrório, sobre se os seres humanos, além do conjunto das demais espécies biológicas, foram criados por Deus de uma só vez (ou quase ao mesmo instante), como se menciona literalmente na narrativa do Genesis, ou se surgiram através da Seleção Natural concebida por Charles Darwin.
A primeira alternativa tem sido chamado por muitos de CRIACIIONISMO, e a segunda de DARWINISMO.
Como dito acima, essa querela é desprovida de sentido, quando deixamos a superficialidade dos argumentos mais imediatos!
Para percebermos o quão inútil é desperdiçar energias com tal falação vazia, bastaria levar em conta o caráter eterno do conceito de Deus, isto é, o tempo não faz sentido para Ele! Mas tal solução exigiria tomada de partido religiosa, o que não é o nosso propósito aqui. Deve bastar-nos a argumentação lógico-racional.
Na Estética Transcendental, (primeira parte da Crítica da Razão Pura, 1787), Immanuel Kant, um dos filósofos mais profundos de todos os tempos, demonstrou que o tempo ( e o espaço) não pertencem às coisas em si, mas é uma pré-condição (um a priori) que os nossos sentidos impõem a toda e qualquer percepção.
Por isso, somos totalmente incapazes de perceber qualquer coisa fora do tempo. Mas o próprio tempo não está ligado a qualquer objeto externo!
A fortiori, posto Deus, Ele poderia ter criado todas as espécies biológicas através da seleção natural (um processo temporal para nós, seres humanos).
Fica, assim, fácil perceber que o Darwinismo NÃO contradiz necessariamente o Criacionismo.
Tudo que as querelas midiaticas pretendem ao não levar essa evidência lógica em conta parece ser sua perpétua busca por audiência, espetáculos fúteis, venda de revistas, livros, etc!


Darwinismo oppure Creazionismo: Dilemma Falso!


Il cattivo uso dei concetti metafisici può essere così tanto pernicioso come il cattivo uso di qualsiasi teoria o ipotesi delle scienze empiricamente fondate.
Adesso cerchiamo di concentrarsi su un chiaro esempio di un concetto filosofico [Tratto dall'Estetica Trascendentale di Kant] che, quando applicato ad una lite senza senso (ma spesso citata dai mass media) dimostra quanto è assurda e inutile tale controversia. Parliamo della discussione prolissa se l'umanità, così come tutte le altre specie biologiche, è stata creata da Dio tutto ad un tratto, e nella sua forma attuale  e definitiva, come detto letteralmente nel racconto del Genesi, o no, vale a dire, se tutti gli organismi viventi si sarebbero evoluti per selezione naturale come suggerito da Charles Darwin.
Il primo approccio è stato chiamato 'creazionismo', ed il secondo 'darwinismo'. Come affermato in precedenza, per quest'autore, si tratta di una lite senza proposito! E per vedere quanto sia inutile sprecare energie con tali colloqui verbosi, è sufficiente per noi di prendere in considerazione l'Eternità di Dio, vale a dire, l'idea secondo la quale il tempo non esiste per Lui! Ma questo sarebbe dare per scontato un soggetto religioso, cosa che non è il nostro scopo qui.
Nell'Estetica Trascendentale (prima parte della Critica della Ragion Pura, 1787), Immanuel Kant, uno dei più profondi filosofi di tutti i tempi, ha dimostrato che tempo non appartiene alle cose in sé stesse, ma è una condizione precedente (un a priori) che i nostri sensi impongono a tutti i tipi di percezioni. Questo spiega perché le nostre menti sono del tutto incapaci di concepire nulla al di fuori del tempo. Ma il tempo in sé non c'è intrinsicamente collegato a qualsiasi cosa.

Da questa prospettiva, Dio potrebbe aver creato tutte le specie biologiche attraverso la selezione naturale, cioè  mediante una serie di eventi, che dal punto di vista umano, si manifestasse nel tempo. Da quest'ipotesi, si può capire che il darwinismo non esclude necessariamente  il creazionismo.
Un litigio forgiato, svuotato di senso, fatto forse soltanto per prendere soldi da osservatori ingenui, vendendogli libri e conferenze, ecc.

September 30, 2026

On Our Own Hands




Our happiest moments are given us directly by God’s hands.Then comes the Devil who invites us to make those same happy moments happen again, but now through the action of our own hands.
Human hands, however, are not capable of anything more than weaving this huge web of simulacra called everyday life.

September 28, 2026

Sulle Nostre Mani

 

I notri momenti più felici ci sono dati direttamente dalle mani di Dio. Poi arriva il Diavolo che ci invita a ripetere quegli stessi momenti felici, ma ora attraverso l'azione delle nostre stesse mani.
Le mani umane, tuttavia, non sono capaci di altro che tessere questa enorme rete di simulacri chiamata vita quotidiana.