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IDIOMAS, IDIOMS, LINGUE

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April 25, 2026

Ci Danno


Donne, esseri sublimi!
Ci danno la vita,
il latte, i nostri figli,

Ci danno il desiderio,
e il desiderio del desiderio,
e l'amore per l'amore.

Ci danno la bellezza, senso della vita,
la dolce e calda umidità
all'ingresso nel paradiso

Ci danno la ragione per lottare, fare la guerra, 
e morire d'amore.
Ci danno tutto!

Solo non ci danno la verità!

            ΩΩΩ

Niilismo e "Dias Perfeitos", filme de Wim Wenders.

'O deserto cresce! Ai de quem esconde desertos!' Nietzsche

Desafio primordial para a vida humana em sociedade foi, e é, lidar com a guerra de todos contra todos, de modo a que os indivíduos suportem as dores decorrentes do  convívio. Pra isso, nossos instintos, tão poderosos quanto irracionais, frequentemente fonte de conflitos sangrentos e letais, precisam ser domados desde o nascimento.
Entretanto, domar o que há de mais indômito no Homo sapiens, é uma tarefa de Sísifo, aquele cujo castigo divino é levar morro acima rocha pesadíssima, que, ao chegar no cume, rola sempre de volta ao vale, exigindo a repetição do mesmo esforço, num sobe-desce eternamente igual. Assim como a gravidade leva a rocha abaixo, os desejos humanos, quando amordaçados, recalcados e reprimidos, jamais perdem força. Pelo contrário, via-de-regra, revigoram-se, fortalecem-se. 

Numa certa etapa da história humana, acredita-se numa recompensa no além-mundo para os que tiverem vida regrada, ‘bem’ comportada. As mazelas da existência cessarão na morte, pois a seguir virá a paz eterna, destinada só para os "bons e pios", que se resignarem diante das dores deste mundo, tão efêmero. Crê-se em coisas como o Céu, o Inferno, e a Providência a proteger quem conseguir viver e não pecar. O sentido de se tolerar este mundo, está, pois, fora dele, a nos esperar depois da morte.
Desde o 
Renascimento, todavia, não se leva mais essa idéia de além-mundo a sério. É a isso esse que Nietzsche se refere quando Zaratustra anuncia que "Deus morreu".

Controlar impulsos pra ser recompensado no Além já não aplaca as dores de viver, como antes, é preciso fugir das fontes reais do sofrer inevitável. Impõe-se abafar todo impulso vivo, todo desejo portador da possibilidade de frustração, confronto, guerra, e destruição.

O convívio social, na metáfora do porco-espinho, de Schopenhauer, gera sempre, cedo ou tarde, cutucões sangrentos. Os espinhos vêm dos nossos desejos a confrontar-se com os quereres alheios. Instintos jamais são plenamente complementares entre indivíduos, exceto por breves períodos de ilusões compartilhadas.
A paz só se assegura através da negação, da recusa radical de tudo o que pode gerar risco, disputa ou frustração. Os Dias Perfeitos de Hirayama não podem ter envolvimento amoroso, apego afetivo, competição, corrida por dinheiro, vínculo familiar, ambição profissional. Tudo o que pode nos dar prazer é arriscado, gera conflitos e feridas mais ou menos cruentas, tantas vezes letais seja no curto ou no longo prazo. A ‘perfeição’ dos dias do protagonista está em contentar-se com esse seu único objetivo: a paz verdadeira e duradoura, que em nada se distingue da paz dos cemitérios.

Lembro aqui um aforisma da literatura brasileira, que ajuda a compreender a escolha de Hirayama:
Riobaldo Tatarana de "Grande Sertão, Veredas", do grande escritor filosofante, João Guimarães Rosa, diz:
'Viver é muito perigoso!'
Diante dessa verdade, a opção do 'último homem’[
letzter Mensch] de 'Assim falou Zaratustra’, que Hirayama encarna à perfeição, é esquivar-se a todos os perigos. Ele apenas perdura sobre a Terra, numa solidão atroz, vazia de toda expectativa.

                                                       ΩΩΩ

Dias Perfeitos 2023,de Wim Wenders

Obra-prima de Cinema e de Filosofia. Imperdível.

 

 

Eros e Thanatos: Realtà, Vita, Mondo

Un'idea libera, annotata in un quaderno consunto, datata 27 luglio 1999 e riscoperta 11 anni dopo:

"L'esistenza umana è un dialogo tra Narciso e la morte."

Potrebbe anche essere:

"Il tempo è un dialogo fra Narciso e la morte."

                ΩΩΩ

La pittura è un Caravaggio, dal 1602, Si tratta di Eros (Cupido) da fanciullo.

Eros e Tanatos: Realidade, Vida, Mundo


Idéia solta anotada num caderno já todo usado, datadae 27 de julho de 1999, e 11 anos depois reencontrada:

'A existência humana é um diálogo de Narciso com a Morte.'

Poderia ser também:

'O tempo é um diálogo de Narciso com a Morte.'

Dão


Mulheres, seres sublimes!
Dão-nos a vida,
O leite, nossos filhos,

Dão-nos o desejo,
O desejo do desejo,
E o amor ao amor, 

Dão-nos a beleza, sentido da vida,
E a umidade macia e quente,
Da portinha do paraíso!

Dão-nos a razão pra lutar, guerrear,
E morrer por amor.
Dão-nos tudo!

Só não nos dão a verdade!


Determinismo e Finitude. O Demônio de Laplace e O Efeito Borboleta

O Gênio de Laplace só pode fazer sentido, mesmo no contexto da Física Clássica, num Universo Finito.

Num Universo infinito, a causalidade jamais se fecha a eventos novos. E qualquer elocubração com a idéia de sistema fechado não passa de exercício de pensamento delimitado pelo confronto com os fatos.

Não é outra a raiz última da Teoria do Caos: só o conhecimento infinito esgotaria todas as variações possíveis do estado inicial de um sistema caótico.

Em outras palavras, o Demônio de Laplace sucumbiu diante do mero bater de asas do Efeito Borboleta.

April 17, 2026

They Give Us All


Women, sublime beings!
They give us life,
milk, our children,

They give us desire,
and desire for desire,
and love for love.

They give us beauty, the meaning of life,
the sweet, warm moisture
at the entrance to paradise.

They give us the reason to fight,
To wage war and die for love.
They give us everything!

They just don't give us the truth!