REAL-UNREAL: PHILOSOPHY, PSYCHOPATHOLOGY, ART
ESTE BLOG reúne textos sobre os fundamentos filosóficos de Psicopatologia, Psicologia, e Psiquiatria. As artes têm aqui forçosamente extrema relevância. QUESTO BLOG raccoglie dei testi sui fondamenti filosofici della psicopatologia, della psicologia e della psichiatria. Pertanto, le arti trovano qui il loro posto. THIS BLOG collects texts on the philosophical foundations of Psychopathology, Psychology, and Psychiatry. Thence arts own here their place.
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August 21, 2026
Narciso e o "Narcisismo" Contemporâneo são Diferentes!
Nossa 'Genealogia do Real', que em breve estará nas livrarias, detém-se em refletir o tema de Narciso, tal como Freud o fez ao descrever a fase em que a libido narcísica dá início à formação da personalidade humana. É comum que estudiosos de psicologia e psicopatologia só tratem superficialmente de Narciso, aqui entendido como um 'Eu' incipiente primordial, cuja pulsão é a primeira manifestação de libido, e erroneamente lhe atribuam tão-só o traço de negação do outro, dos outros.
Esquecem-se de que, antes de negar o que lhe é exterior, Narciso necessariamente afirma a si mesmo!
Mostramos que só dessa afirmação radical de si mesmo por esse "Eu" primordial pode emergir a dialética que, em contato com o outro, engendra a complexo de Édipo.
Uma abordagem parca do papel desse ‘Narciso’ primordial certamente empobrece a compreensão e a análise do complexo de ‘Édipo’ e de todo o desenvolvimento da personalidade.
Só um leitor muito desatento poderia imaginar que aqui se trate de amenizar a imagem ruim disseminada dos "narcisistas", do mundo contemporâneo. Nada mais descabido! O assim chamado "narcisismo" contemporâneo pouco, talvez nada, conserva da afirmação radical da libido narcísica infantil.
Certamente é fenômeno engendrado pelo consumismo insano que aprisiona a sociedade global, e que tanto tem destruído da Natureza à nossa volta! De tanto serem estimuladas a consumir compulsoriamente, as pessoas se voltam a si mesmas, a uma imagem de si, reificada, transformada em coisa, mercadoria, que se dedicam a tentar vender e usufruir auto-eroticamente!
Tarefa premente se impõe aos que se dedicam ao estudo do desenvolvimento da libido e da personalidade: como se dá essa apropriação da libido narcísica pela estrutura de produção capitalista.
Mostramos que só dessa afirmação radical de si mesmo por esse "Eu" primordial pode emergir a dialética que, em contato com o outro, engendra a complexo de Édipo.
Uma abordagem parca do papel desse ‘Narciso’ primordial certamente empobrece a compreensão e a análise do complexo de ‘Édipo’ e de todo o desenvolvimento da personalidade.
Só um leitor muito desatento poderia imaginar que aqui se trate de amenizar a imagem ruim disseminada dos "narcisistas", do mundo contemporâneo. Nada mais descabido! O assim chamado "narcisismo" contemporâneo pouco, talvez nada, conserva da afirmação radical da libido narcísica infantil.
Certamente é fenômeno engendrado pelo consumismo insano que aprisiona a sociedade global, e que tanto tem destruído da Natureza à nossa volta! De tanto serem estimuladas a consumir compulsoriamente, as pessoas se voltam a si mesmas, a uma imagem de si, reificada, transformada em coisa, mercadoria, que se dedicam a tentar vender e usufruir auto-eroticamente!
Tarefa premente se impõe aos que se dedicam ao estudo do desenvolvimento da libido e da personalidade: como se dá essa apropriação da libido narcísica pela estrutura de produção capitalista.
Viver é Vagar ao #Acaso. Acaso? (Relato Factual Verídico)
Em 26/9/2017*, impedi o suicídio de um homem de cerca de 45 anos numa estação de metrô de São Paulo.
Muito cansado, só na manhã seguinte, segunda-feira, acionei a seguradora, cujo borracheiro constatou ausência de estepe, roubado durante minha estada no litoral.
Laura Alice, minha filha, então com 6 anos, estava na casa da avó junto de sua mãe, e teve um pico de febre alta. Dado que não pude resolver o problema do pneu naquele mesmo dia, chamei um carro do Uber para ir ao encontro delas, e examinar minha menina.
Cheguei ao apartamento de sua avó, no bairro do Brás, às 22:15. Laura já estava bem, e às 23:30 decidi voltar pra casa de metrô, apesar de certa preocupação com a segurança desta caótica cidade. Nos tempos de faculdade, eu fazia longas caminhadas pelas madrugadas, com prazer e tranquilidade.
Os arredores da estação Brás, como de tantas outras, mostram sinais de decadência urbana, mas após a catraca já não tive por que me preocupar com assédio de pedintes, ou com outros eventos geradores de constrangimento ou insegurança.
A caminho da plataforma de espera do trem que segue no rumo oeste, vindo de Itaquera, iam essas 7 pessoas:
a)Um homem forte, de pouco mais de 40 anos, que se dirigiu sozinho para a extremidade em que pára o primeiro vagão, onde fica a cabine do condutor;
b)Mais 5 pessoas esparsas, distribuídas ao longo da metade da plataforma pra trás, isto é, na extremidade oposta de embarque;
c) Eu, o sétimo.
a)Um homem forte, de pouco mais de 40 anos, que se dirigiu sozinho para a extremidade em que pára o primeiro vagão, onde fica a cabine do condutor;
b)Mais 5 pessoas esparsas, distribuídas ao longo da metade da plataforma pra trás, isto é, na extremidade oposta de embarque;
c) Eu, o sétimo.
Como nunca fizera esse trajeto de metrô, pensei comigo: "se esse cara, que pouco falta pra ser um Popeye de músculos, prefere embarcar junto da cabine, no primeiro vagão, provavelmente a estação República (onde eu pretendia descer) tem uma escada de acesso à saída pra rua nessa ponta do comboio."
Dado que teria que aguardar alguns minutos, fui dar uma olhada no mapa de conexões entre os meios de transporte da monstruosa região metropolitana de Sampa com as várias linhas subterrâneas, de modo que, mesmo estando a não mais que três metros daquele fortão, ele não pôde me perceber ali, e na certa imaginava estar a mais de 30 metros de qualquer outra pessoa.
Até que ouço a composição se aproximando a certa distância. Ao desviar o olho dos mapas, pra ir pra beira da plataforma de acesso, ouvi gritos vindos do outro lado dos trilhos, dali onde se embarca rumo à direção leste: "VAI PRA TRÁS, CARA! SAIA DAÍ! ALGUÉM TIRE ESSE HOMEM DAÍ! CHAMEM O SEGURANÇA!"
Gritavam pra tentar convencer o fortão, mas também se dirigiam a mim, o único em condições de fisicamente fazer algo pra que ele não fosse destroçado pelo violentíssimo choque já iminente.
Pensei rápido: "Se tentar segurá-lo posso ser arremessado pra vala junto, bastando que ele me puxe." Decidi agarrar com o braço esquerdo uma barra de metal, dessas cuja função é pôr ordem no embarque nas horas críticas da superlotação de passageiros. Com a mão direita, puxei aquele homem pelo antebraço com toda firmeza.
Sua estratégia de suicídio não era jogar-se inteiro na vala, certamente porque o condutor, ao vê-lo, poderia frear a tempo. Com o resto do corpo pra trás, ele só deixaria a cabeça pra dentro da vala do trem. Seria decapitado, pois não seria visto a tempo. Desconheço o sistema de câmeras de vigilância da plataforma, e não pude saber se seu triste plano de morte levou em conta tais imagens.
Agarrando-o pelo braço, puxei-o aos gritos: "está passando mal? Saia daí! Não fique aí caído, não!" De início, porém, resistiu, e espichou mais a cabeça direção fatal. Gritei: "venha alguém me ajudar, ele não está conseguindo levantar". Esta última frase, com o verbo "conseguir" foram calculadas: em nenhum momento duvidei de que tentava suicidar-se, não se tratando em absoluto de um mal-estar físico.
Pensei rápido: "Se tentar segurá-lo posso ser arremessado pra vala junto, bastando que ele me puxe." Decidi agarrar com o braço esquerdo uma barra de metal, dessas cuja função é pôr ordem no embarque nas horas críticas da superlotação de passageiros. Com a mão direita, puxei aquele homem pelo antebraço com toda firmeza.
Sua estratégia de suicídio não era jogar-se inteiro na vala, certamente porque o condutor, ao vê-lo, poderia frear a tempo. Com o resto do corpo pra trás, ele só deixaria a cabeça pra dentro da vala do trem. Seria decapitado, pois não seria visto a tempo. Desconheço o sistema de câmeras de vigilância da plataforma, e não pude saber se seu triste plano de morte levou em conta tais imagens.
Agarrando-o pelo braço, puxei-o aos gritos: "está passando mal? Saia daí! Não fique aí caído, não!" De início, porém, resistiu, e espichou mais a cabeça direção fatal. Gritei: "venha alguém me ajudar, ele não está conseguindo levantar". Esta última frase, com o verbo "conseguir" foram calculadas: em nenhum momento duvidei de que tentava suicidar-se, não se tratando em absoluto de um mal-estar físico.
Tempo, pra que alguém viesse me ajudar a tirá-lo dali, não havia nenhum! A vida dele dependia exclusivamente de minha presença ali.
Cedendo a meu esforço e às poucas palavras ditas, aquele desconhecido ergueu-se, ficou em pé. Instantes depois o trem parou no local esperado, as portas se abriram. A expressão de seu rosto era tensa e sinistra como jamais vi, reveladora de dor extrema, de um desespero muito amargo, mas gélido. Nem um traço de sua expressão se dirigia a ser visto, como nas tentativas dramatizadas de certos falsos suicidas. Estava lívido, e seu olhar era aterrrador.
Em tom ríspido de comando eu lhe disse:
"Vamos, tome esse vagão já, junto comigo!"
Obedeceu.
Não trocamos mais nenhuma palavra. Suicidas detestam que se fique, pelo menos de imediato, a lhes aconselhar com o velho "deixa-disso", ou " o que é que te fez querer se matar", "tristeza passa, e a vida é bela". O único efeito possível desses conselhos ali seria aumentar sua convicção por morrer logo.
Tudo o que pude fazer foi fingir ter pensado que ele havia tido uma queda por pressão baixa, ou algo assim. Estou quase cert9o de que essa foi a imagem que levou do socorro que pude prestar-lhe.
Desembarquei ao chegar na República, ele prosseguiu no trem.
Cedendo a meu esforço e às poucas palavras ditas, aquele desconhecido ergueu-se, ficou em pé. Instantes depois o trem parou no local esperado, as portas se abriram. A expressão de seu rosto era tensa e sinistra como jamais vi, reveladora de dor extrema, de um desespero muito amargo, mas gélido. Nem um traço de sua expressão se dirigia a ser visto, como nas tentativas dramatizadas de certos falsos suicidas. Estava lívido, e seu olhar era aterrrador.
Em tom ríspido de comando eu lhe disse:
"Vamos, tome esse vagão já, junto comigo!"
Obedeceu.
Não trocamos mais nenhuma palavra. Suicidas detestam que se fique, pelo menos de imediato, a lhes aconselhar com o velho "deixa-disso", ou " o que é que te fez querer se matar", "tristeza passa, e a vida é bela". O único efeito possível desses conselhos ali seria aumentar sua convicção por morrer logo.
Tudo o que pude fazer foi fingir ter pensado que ele havia tido uma queda por pressão baixa, ou algo assim. Estou quase cert9o de que essa foi a imagem que levou do socorro que pude prestar-lhe.
Desembarquei ao chegar na República, ele prosseguiu no trem.
Eventos improváveis em cascata
Já em casa, me pus a pensar na seqüência de fatos, todos muito improváveis, que precederam esse tenebroso salvamento. Se qualquer dos fatos aleatórios enumerados a seguir não tivesse ocorrido, aquele Popeye suicida teria sido decapítado:
1) O furto ocorrido em Itanhaém, por certo na madrugada de domingo. O ladrão foi muito esperto e rápido, e dado que o estepe fica oculto sob o porta-malas no meu carro, nada notei de imediato;
2) O pneu ter furado na viagem de retorno, mas só já muito perto de casa. Se furasse mais longe, eu teria sido obrigado a trocá-lo logo, e toda esta história teria tomado outro rumo;
3) Minha filha estar tendo picos febris na casa de sua avó já há 3 noites, e sua mãe ter optado por só me falar disso, por telefone, na segunda quando eu já estava em casa;
4) Eu, exausto, ter decidido só agendar o guincho da seguradora para a manhã de terça;
5) Apesar do direito a carro reserva constar de minha apólice, eu não o ter solicitado, não sei porquê;
6) Mesmo um tanto receoso, ter decidido tomar o metrô pra voltar pra casa. Quase chamei outro Uber, mas algo me fez mudar de ideia.
7) Ao chegar à plataforma, ter-me dirigido pra mesma direção do Popeye desconhecido, mas dada minha obsessão por mapas, ficar fora do seu campo de visão. Quantos passageiros contemplam mapas dos transportes paulistanos à meia-noite?
O acaso, seu papel na existência humana, dá muito no que pensar.
Por outro lado, seu rosto, dominado pela amargura daquela firme e tenebrosa decisão, me parecia dizer que vivia as consequências de um violento choque de visões de mundo: de um lado a formação tradicional da gente simples, resultado de tantos séculos, milênios de sedimentação de costumes familiares e sociais; de outro lado a enxurrada de valores tão opostos a esses alicerces básicos de toda essa tradição enraízada na história de nossas sociedades ocidentais, e em boa parte das orientais também.
As assim chamadas "vanguardas intelectuais" globalizadas destes nossos tempos, sempre radicalmente questionadoras, assentadas em teorias psicológicas, sociológicas, recentes.
Senhoras e senhores "revolucionários vanguardistas", cuidado pra não retirar de repente o pouco sentido que tem a vida dessa gente humilde, que sequer compreende esse mundo intelectualizado, onde germinam as constantes, infindáveis revisões teóricas sobre como se deve viver, educar, amar e ser livre. Claro que há muito que melhorar na tradições atávicas, mas não convém ter tanta pressa. Usando uma imagem surrada mas bem própria aqui, "não joguem fora o bebê com a água do banho!"
A verdade definitiva, enfim, não está com vocês, e não está com ninguém, pois não faz sentido falar em pontos finais seja em cência seja em filosofia! Parem de lançar com arrogância suas "verdades modernas", como jatos de vômitos, pra cima das multidões que sequer compreendem a linguagem de vocês. Por mais errônea que possa ser a visão de mundo das gentes, ela sae ergue sobre um conjunto de avaliações profundamente enraizadas em suas histórias concretas de vida. Sua perda súbita pode talvez retirar todo sentido possível da existência de bilhões de pessoas.
XXX
*PS: Setembro de 2017 foi mês dedicado internacionalmente à conscientização e prevenção do suicídio.
XXX
*PS: Setembro de 2017 foi mês dedicado internacionalmente à conscientização e prevenção do suicídio.
O autor deste blog sugere a leitura de "A Última Coruja", romance, do qual se pode ler uma amostra clicando nesta frase.
Or for the same novel in English, just click:
The Last Owl.
Oppure in italiano, lo stesso romanzo:
L'Ultima Civetta.
As Crianças, O Brincar e as Realidades
Crianças, ao brincar, criam e recriam realidades, a partir do que lhes chega aos sentidos vindo do exterior a sua volta. Sim, a essência de qualquer brincadeira é inventar realidades.(Que ingenuidade a de quem pensa que realidade só existe como um absoluto singular!)
Bem por isso não podemos deixar morrer dentro de nós o menino e/ou a menina que fomos.
Dado que imaginação de criança é sempre livre, dela pode brotar-nos a força pra vencer adversidades. Tantas vezes os obstáculos intransponíveis impõem-se a nós só pela incapacidade de pensarmos as situações concretas da vida sob ângulos diferentes.
Uma abordagem Monista ao Problema Corpo-Mente (Repostando texto da primavera de 2016)
Corpo, Mente, Alma: Somos 3 Seres ou só 1?
Uma perspectiva monista aplicada ao problema mente-corpo deve correlacionar a cada "evento mental" um "evento corpóreo" [estado determinado do cérebro (e de todo corpo) nos níveis micro e macroscópicos]. Este último deve vir descrito em termos anatômicos e fisiológicos, como base subjacente a nossa mente, bem como a todos os seus processos. "Eventos mentais" definimos aqui como as actividades, os atos e conteúdos cuja matriz é a mente humana.
De nosso pressuposto básico (o monismo) a cada "evento mental", certamente inclusive a função simbólica, decorre necessariamente a existência de um "evento neurobiológico" com o qual mantém correspondência aparentemente unívoca. Pouco importa se a comprovação e a possibilidade de descrever precisamente essa correlação venha a revelar-se uma tarefa ainda mais complexa do que somos agora capazes de imaginar.
Assim, não há razão para persistirmos a falar de uma divisão corpo-mente subsistente por si mesma, ontologicamente posta, independente da existência de um sujeito observador. A divisão percebida e concebida necessariamente emerge como condição a priori a qualquer tentativa de capturar fenômenos humanos como objetos de estudo.
É a dupla porta de entrada disponível para qualquer tentativa de conhecer indivíduos de nossa própria espécie que impõe a emergência inevitável de dois campos científicos a respeito de um objeto mono-substancial em essência.
A imposição a priori de tal porta de entrada dupla pode ser percebida claramente, ao levarmos em conta o fato de que todos os dados empíricos sobre os seres humanos são captados, em última análise, de uma dessas duas fontes:
1) seja do corpo como um objeto concreto, seja
2) da mente como um constructo objetivado derivado da comunicação verbal (palavras) ou não verbal (gestos, caretas).
Devemos advertir eventuais leitores para que não se apressem e não concluam erroneamente que aqui defendemos o "organicismo" como a melhor abordagem para as ciências humanas, sejam da mente ou não ! Tampouco que optamos por defender o psicologismo, ou algo como um sociologismo. Estas considerações metodológicas destinam-se antes a chamar a atenção para o fato inegável de que a enorme complexidade do problema mente-corpo vai muito além de qualquer teoria reducionista.
Impõe-se ficar alerta aos perigos inerentes a todos os reducionismos, pois falsamente afirmam a validade de supostos conhecimentos "científicos" sobre nossos cérebros e mentes, que se mostram logo dados parciais, inadequados ou mesmo nitidamente errôneos. Nossos cérebros, nossas mentes são órgãos sagrados, matriz profunda de nossa existência e liberdade.
August 19, 2026
Narcissus and Contemporary 'Narcissism' Are Different!
This blogger's work, *Genealogy of the Real*, soon be on sale in bookstores, aims to deepen our understanding of the role of narcissistic libido in the formation of human personality, as postulated by Freud.
Scholars of psychology and psychopathology often treat the figure of Narcissus—the primordial Self of the narcissistic phase of libidinal development—superficially, erroneously attributing to him only the trait of negating the other or others.
It is often forgotten that, before negating what lies outside the self, Narcissus necessarily affirms himself!
Yet, it is only from this radical self-affirmation of the primordial Self that the dialectic can emerge which, through contact with the other, generates the Oedipus complex.
A reductive approach to the role of this primordial "Narcissus" inevitably impoverishes our understanding and analysis of the Oedipus complex and of personality development as a whole.
Only a very inattentive reader could imagine that the goal is to soften the negative image—widely held yet justified—of "narcissists" in the contemporary world. Nothing could be further from the truth! So-called contemporary "narcissism" retains little, if anything, of that radical affirmation characteristic of infantile narcissistic libido.
It is undoubtedly a phenomenon spawned by the frenzied consumerism that holds global society in its grip—the driving force behind so much destruction of the natural world around us! Constantly driven to consume compulsively, people retreat into a self-image—an image reified and transformed into a thing, a commodity—which they seek to sell and to enjoy autoerotically!
An urgent task awaits those dedicated to studying the development of libido and personality: understanding how this narcissistic libido is appropriated by the structure of capitalist production.
It is often forgotten that, before negating what lies outside the self, Narcissus necessarily affirms himself!
Yet, it is only from this radical self-affirmation of the primordial Self that the dialectic can emerge which, through contact with the other, generates the Oedipus complex.
A reductive approach to the role of this primordial "Narcissus" inevitably impoverishes our understanding and analysis of the Oedipus complex and of personality development as a whole.
Only a very inattentive reader could imagine that the goal is to soften the negative image—widely held yet justified—of "narcissists" in the contemporary world. Nothing could be further from the truth! So-called contemporary "narcissism" retains little, if anything, of that radical affirmation characteristic of infantile narcissistic libido.
It is undoubtedly a phenomenon spawned by the frenzied consumerism that holds global society in its grip—the driving force behind so much destruction of the natural world around us! Constantly driven to consume compulsively, people retreat into a self-image—an image reified and transformed into a thing, a commodity—which they seek to sell and to enjoy autoerotically!
An urgent task awaits those dedicated to studying the development of libido and personality: understanding how this narcissistic libido is appropriated by the structure of capitalist production.
Narciso e il 'Narcisismo' Contemporaneo Sono Diversi!
L'opera dell'autore di questo blog, *Genealogia del Reale*, che sarà presto nelle librerie, mira ad approfondire la comprensione del ruolo della libido narcisistica nella formazione della personalità umana, così come postulato da Freud.È frequente che gli studiosi di psicologia e psicopatologia trattino la figura di Narciso — il Sé primordiale della fase narcisistica dello sviluppo libidico — in modo superficiale, attribuendogli erroneamente soltanto il tratto della negazione dell'altro o degli altri.
Si dimentica che, prima di negare ciò che sta al di fuori di sé, Narciso necessariamente afferma se stesso!
Eppure, solo da questa radicale autoaffermazione del Sé primordiale può scaturire la dialettica che, nel contatto con l'altro, genera il complesso di Edipo.
Un approccio riduttivo al ruolo di questo "Narciso" primordiale impoverisce inevitabilmente la comprensione e l'analisi del complesso di Edipo e dello sviluppo della personalità nel suo complesso.
Solo un lettore assai disattento potrebbe immaginare che l'obiettivo sia quello di edulcorare l'immagine negativa — ampiamente diffusa ma giustificata — dei "narcisisti" nel mondo contemporaneo. Nulla di più lontano dal vero! Il cosiddetto "narcisismo" contemporaneo conserva ben poco, se non nulla, di quell'affermazione radicale propria della libido narcisistica infantile.
Si tratta indubbiamente di un fenomeno generato dal folle consumismo che tiene in scacco la società globale: la forza causante di tanta distruzione nella Natura che ci circonda! Spinte costantemente a consumare in modo compulsivo, le persone si ripiegano su un'immagine di sé — un'immagine reificata e trasformata in cosa, in merce — che cercano di vendere e di godere autoeroticamente!
Un compito urgente attende chi si dedica allo studio dello sviluppo della libido e della personalità: comprendere come questa libido narcisistica venga appropriata dalla struttura della produzione capitalistica.
Si dimentica che, prima di negare ciò che sta al di fuori di sé, Narciso necessariamente afferma se stesso!
Eppure, solo da questa radicale autoaffermazione del Sé primordiale può scaturire la dialettica che, nel contatto con l'altro, genera il complesso di Edipo.
Un approccio riduttivo al ruolo di questo "Narciso" primordiale impoverisce inevitabilmente la comprensione e l'analisi del complesso di Edipo e dello sviluppo della personalità nel suo complesso.
Solo un lettore assai disattento potrebbe immaginare che l'obiettivo sia quello di edulcorare l'immagine negativa — ampiamente diffusa ma giustificata — dei "narcisisti" nel mondo contemporaneo. Nulla di più lontano dal vero! Il cosiddetto "narcisismo" contemporaneo conserva ben poco, se non nulla, di quell'affermazione radicale propria della libido narcisistica infantile.
Si tratta indubbiamente di un fenomeno generato dal folle consumismo che tiene in scacco la società globale: la forza causante di tanta distruzione nella Natura che ci circonda! Spinte costantemente a consumare in modo compulsivo, le persone si ripiegano su un'immagine di sé — un'immagine reificata e trasformata in cosa, in merce — che cercano di vendere e di godere autoeroticamente!
Un compito urgente attende chi si dedica allo studio dello sviluppo della libido e della personalità: comprendere come questa libido narcisistica venga appropriata dalla struttura della produzione capitalistica.
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