Meu colega e amigo, Ary Nasi, publicou recentemente uma crônica no Jornal A Cidade de Ubatuba, com o título de "Arte da Escuta". em que comenta como as boas conversas do quotidiano têm se torrnado mais raras e difíceis neste nosso tempo. De alguma forma, o uso avassalador de aplicativos de mensagens, além da forte tendência à dispersão do foco vinda de toda a internet, traz consigo um estranho empobrecendo dos diálogos em todos os tipos de situação quotidiana.
Pra duas pessoas conversarem, precisam ouvir com atenção o que uma diz pra outra. Não basta que as palavras sejam captadas pelas orelhas: sua compreensão plena nunca é instantânea, as frases ouvidas precisam ser integradas a todo o fluxo atividade mental.
Um diálogo não é uma simples troca de palavras, é imprescindivel que haja compreensão do que é dito para além do significado imediato do proferido. O que se ouve com atenção estímula o pensamento, e com isso vem o entendimento maior do sentido que o outro tentou transmitir ao falar. Pensar é cotejar o que foi dito com nossa própria memória, raciocínar a respeito, pra só então concordar, discordar, ou complementar o discurso alheio.
A crônica do Ary denuncia um encurtamento do tempo de atenção dedicado ao que se ouve, o que faz com que as pessoas só captem a 'ponta do iceberg' do que as outras querem lhes dizer com suas frases.
Diálogar exige muita atenção, por isso não pode haver diálogo via mensagens instantâneas. Estas só servem pra papo superficial, ou pra bate-boca improdutivo, verdadeiro ato de metralhar palavras.
Os verdadeiros diálogos exigem conversa face-a-face. Se isso não for possível, mensagens por email tradicional podem ser de utilidade, desde que escritas e lidas com calma e boa vontade por ambas as partes.
Abaixo a crônica dele, bem gostosa de se ler:

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